Sobre a Revista

Argumentum foi uma publicação semestral de 2009 a 2015, passando a quadrimestralidade a partir de 2016. É vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo. Classificada como A1, pelo Qualis Periódicos. De natureza acadêmica, possui caráter interdisciplinar e propõe-se a publicar pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações. Também abre espaços a outros trabalhos de relevância para a temática, segundo as Políticas de Seção.

A missão da revista é Ser um periódico de excelência na área de Serviço Social por meio da publicação de pesquisas, artigos e discussões nos eixos Política social, Estado e Sociedade e suas diversas interações.

Notícias

Submissões de Artigos Volume 14, N.01, 02 e 03

2021-06-14

CHAMADA PARA ARTIGOS V.14, N.01

Tema: Política de Educação, Produção de Conhecimento e o Futuro da Ciência no Brasil

Ementa: A gestão destrutiva do Estado brasileiro pelo atual governo parece não encontrar paralelo em nenhum outro momento da história recente do país. Na política de educação e promoção da ciência, o desastre tem sido completo. O orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia é 34% menor do que o do ano de 2020, quando os cortes orçamentários foram enormes. O orçamento da CAPES sofreu um corte de 28% em 2020. O investimento em ciência e tecnologia hoje é o menor em 10 anos. Os recursos do FUNDEB estiveram ameaçados pela atual gestão e a regulação do homeschooling tornou-se uma prioridade governamental. Notamos fartas demonstrações de pouca ou nenhuma preocupação com a melhoria das escolas, das condições de trabalho e salariais de professoras e professores e, consequentemente, com a  formação das futuras gerações. A produção de conhecimento independente que dê à sociedade brasileira condições de enfrentar os seus problemas mais prementes na saúde, na infraestrutura, no saneamento básico e na exploração responsável de seus recursos, tem sido sabotada pelos cortes contínuos de recursos, inviabilizando pesquisas e pesquisadores. O país vive um apagão científico. No momento somos um país sem futuro. Por isso, convidamos nossos cientistas a pensarem este momento e apresentarem a crítica e as respostas que poderão nos conduzir a construção coletiva de outros rumos para o país.

Recebimento de Submissões: De 01 a 31 de agosto

Lançamento: Jan./Abril de 2022

CHAMADA PARA ARTIGOS V.14, N.02

Tema: Movimentos sociais e democracia: o avanço do autoritarismo e a resistência popular na América Latina

Ementa: Em tempos de recrudescimento da crise terminal do capitalismo em seu estágio de domínio do capital especulativo e parasitário, a erosão das democracias liberais em todo o mundo tem sido a resposta a uma dificuldade cada vez maior em produzir consensos capazes de acomodar os interesses tanto das frações das classes dominantes, quanto das parcelas ainda empregadas e organizadas da classe trabalhadora e das massas destituídas de empregos, salários, direitos e políticas sociais. Na América Latina, as respostas da burguesia tem sido um avanço ainda maior sobre o fundo público, sobre os direitos das e dos trabalhadores e o fechamento dos escassos canais democráticos com a perseguição às oposições, a violência letal contra movimentos sociais e manifestações e o cerceamento à atividade parlamentar. A despeito desse quadro de restrições à democracia e avanço do autoritarismo, as organizações das classes trabalhadoras, a solidariedade de classe e as manifestações de extrema insatisfação nas ruas das cidades latino-americanas são expressões de resistência e resposta a este processo desde os anos 1990. Convidamos estudiosas/os a tratarem essas resistências e o que de novo anunciam na direção não apenas do enfrentamento a todas as formas de exploração e opressões vivenciadas em nossas sociedades, mas da construção de outras formas de produção e reprodução da vida, em que a preservação das vidas humanas e do ambiente seja a única prioridade.

Recebimento de Submissões: De 01 a 31 de setembro

Lançamento: Maio/Ago. de 2022

 

CHAMADA PARA ARTIGOS V.14, N.03

Tema: Trabalho, emprego e renda: as condições de vida de trabalhadoras e trabalhadores em tempos de domínio tecnológico na produção.

Ementa: A Lei 13.467/2017, aprovada em 2017 sob o Governo Temer, chancelou quase duas décadas de ataques à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e colocou ainda mais desafios para a classe trabalhadora brasileira que hoje enfrenta um avançado processo de esfacelamento dos parâmetros legais públicos, bem como dos coletivos em geral, que regulam as relações trabalhistas. Vimos uma forte ofensiva política e ideológica nos espaços da produção, com fortes impactos nos da reprodução, que se somaram às profundas mudanças técnicas e tecnológicas no mundo do trabalho e encontram nesse cenário de desregulamentação um solo fértil para difundir as atividades uberizadas. O resultado desse processo é revelado pelos números de desempregados/as e informais: 14,7% e 39,6% respectivamente, segundo a última publicação do IBGE de 05/2021. A esses dados soma-se o número de subutilizados que, segundo esta mesma publicação, alcançou 33,2 milhões de trabalhadores/as, o recorde da série. Podemos afirmar que metade da força de trabalho brasileira hoje não encontra amparo legal nas atividades que exercem e está desassistida de políticas de geração de emprego e renda. O crescimento da pobreza e da miséria são reflexos desse cenário. Todavia, o drama não cessa por aí. Mesmo os/as formais enfrentam um rápido crescimento dos acidentes e adoecimentos decorrentes do trabalho. Urge a compreensão de todo esse processo e também das resistências de trabalhadores/ras, para que possam ser vislumbradas alternativas à crise.

Recebimento de Submissões: De 01 a 31 de outubro

Lançamento: Set./Dez. de 2022

 

 

Saiba mais sobre Submissões de Artigos Volume 14, N.01, 02 e 03

Edição Atual

v. 13 n. 1 (2021): Os impactos da pandemia COVID-19 sobre as políticas sociais
					Visualizar v. 13 n. 1 (2021): Os impactos da pandemia COVID-19 sobre as políticas sociais

O avanço da pandemia COVID 19, em todo o mundo, amplia as consequências da prolongada crise capitalista iniciada em 2008 sobre as parcelas mais vulneráveis da classe trabalhadora (os trabalhadores informais, com menor escolarização e baixa remuneração), na medida em que o enfrentamento à pandemia provocou uma queda no consumo e nas atividades econômicas. As consequências mais imediatas foram o aumento do desemprego e da precarização do trabalho, aumentando o número de pessoas em situação de pobreza e miséria, além do aumento das dificuldades no funcionamento dos sistemas públicos de previdência social, saúde, assistência social e educação. A questão que se coloca neste contexto refere-se a como os Estados tem respondido e responderão, no mundo inteiro, a este aumento, quais medidas e políticas sociais serão acionadas e como funcionarão, colocando para os estudiosos o desafio de compreender tais respostas em um contexto de recessão prolongada e no qual a destruição das intervenções sociais do Estado constitui a tendência dominante.

Publicado: 2021-04-30

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