Grindr e sua gentrificação do afeto

Autores

  • Thiago Scarpat Mozer Universidade Federal do Espírito Santo
  • Gabriel Menotti Universidade Federal do Espírito Santo

Palavras-chave:

Comunicação, Territorialidade, Gentrificação, Solidão, Grindr

Resumo

Discute a ressemantização do conceito de gentrificação a partir da perspectiva da territorialidade digital, tomando como base uma pesquisa de mestrado em andamento. Tem como objetivo central analisar como biopoder e solidão articulam-se no território digital produzindo a noção de gentrificação do afeto. Toma como corpus analítico o aplicativo de encontro homoafetivo-sexual Grindr, precisamente suas capturas de tela (printscreens), que são apanhadas por meio de etnografia online e lidas à luz da análise de conteúdo, duas correntes metodológicas estruturantes do presente trabalho. Reúne autores dos estudos sobre comunicação, territorialidade, gentrificação, biopoder e solidão. É um trabalho de pesquisa qualitativa, em fase exploratória, que visa a contribuir com uma reflexão sobre como a noção de gentrificação do afeto surge da percepção de um fenômeno que mescla biopoder e solidão numa rede social digital de busca por parceiros, ao mesmo tempo que funciona como dispositivo que atualiza o paradigma da sexualidade.

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Biografia do Autor

Thiago Scarpat Mozer, Universidade Federal do Espírito Santo

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades (Póscom) – Ufes

Gabriel Menotti, Universidade Federal do Espírito Santo

Professor orientador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Territorialidades (Póscom) – Ufes

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Publicado

2020-06-01