Revista Farol https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol <p>A Revista Farol é uma publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em Arte da Universidade Federal do Espírito Santo. Como periódico da área de Artes, esta revista apresenta-se como um espaço complementar de disseminação da produção teórica sobre arte moderna e contemporânea, História da Arte e pesquisas relacionadas a esses campos.</p> PROEX UFES pt-BR Revista Farol 1517-7858 <span>Os autores de trabalhos submetidos à Revista Farol autorizam sua publicação em meio físico e eletrônico, unicamente para fins acadêmicos, podendo ser reproduzidos desde que citada a fonte. Os mesmos, atestam sua orignalidade, autoria e ineditismo.</span> Curadoria e Tecnologia, História e Arte https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/30467 <p>O presente artigo busca pensar a curadoria como uma "primeira mediação" em exposições culturais de Arte e História e o papel do curador para além do sentido <em>stricto sensu</em> da palavra, ou seja, "aquele que cura". Neste contexto, discutimos também o uso de tecnologias nessas exposições e a necessidade de pensar novas formas para uma mediação subjetiva. As informações aqui apresentadas são parte de uma pesquisa exploratória e para tanto, utilizamos a revisão bibliográfica como metodologia principal. Por fim, analisamos como estudo de caso dois exemplos expográficos: “Mundos Invisíveis – Mostra de Arte Científica Brasileira”, realizado no Rio de Janeiro (RJ) em 2018 e "Imanências", realizado em Vitória (ES), em 2017.</p> Ana Gláucia Oliveira Motta Copyright (c) 2021 Ana Gláucia Oliveira Motta 2021-09-21 2021-09-21 17 24 152 159 10.47456/rf.v17i24.30467 Computador-atelier como agenciamento maquínico https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/31234 <p>Este artigo surge de uma pesquisa de doutorado que buscou analisar o processo de criação da artista multimídia X que utiliza o computador como atelier para sua produção artística. Utilizou-se a cartografia como metodologia de pesquisa, por esta privilegiar o acompanhamento do processo de criação. O objetivo deste artigo é refletir sobre a relação híbrida do agenciamento homem-máquina, entendendo a mesma como potência maquínica. Busca-se, portanto, demonstrar a potência política de maquinar a máquina, na criação de novos devires.</p> Andresa Thomazoni Tania Fonseca Margarete Axt Copyright (c) 2021 Andresa Thomazoni, Tania Fonseca, Margarete Axt 2021-09-21 2021-09-21 17 24 160 173 10.47456/rf.v17i24.31234 Navegante https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36408 <p>Este artigo apresenta uma discussão sobre as possibilidades poéticas e educativas da experiência estética, uma forma particular de interação com objetos artísticos, tanto do ponto de vista da fruição como do fazer poético. Ambos podem ser explorados pelo arte/educador, como mediador, pesquisador e agente em processos criativos. Estes aspectos são explorados pela metáfora do navegante, o qual é conceituado como sujeito que é desafiado a criar seu próprio caminho para vivenciar a experiência. Os conceitos teóricos, o olhar poético e suas relações evidenciam a importância do “navegar” em momentos desafiantes como o de pandemia. Identifica-se o processo orgânico e subjetivo da experiência, o papel do professor-artista, a educação estética e o potencial da arte na formação do ser humano.</p> Rafaela Pupin de Oliveira Eliane Patricia Grandini Serrano Copyright (c) 2021 Rafaela Pupin de Oliveira, Eliane Patricia Grandini Serrano 2021-09-21 2021-09-21 17 24 174 182 10.47456/rf.v17i24.36408 O expressionismo e a poética do lixo https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/34356 <p>A mais violenta das vanguardas artísticas do início do século XX, o expressionismo desafia o discurso totalitário por meio da atualização da ambivalência entre o puro e o impuro característica do regime do sagrado. O presente trabalho busca compreender o sentido do expressionismo na literatura em um diálogo frutífero com as artes visuais. A poética do lixo elaborada em diferentes âmbitos culturais pelos autores tais como Wassily Kandinsky, Czesław Miłosz, Witold Gombrowicz e Nuno Ramos torna-se nesse contexto uma forma de se trazer para o âmbito da arte a preocupação pela vida subjetiva do ser humano ameaçada pelo nivelamento totalitário.</p> Olga Kempinska Copyright (c) 2021 Olga Kempinska 2021-09-21 2021-09-21 17 24 183 191 10.47456/rf.v17i24.34356 O O sujeito criador através da autoanálise da própria produção artística. https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/32905 <p>O presente artigo propõe-se analisar <em>a posteriori</em>, tanto uma série de imagens plásticas -esboços, desenhos e pinturas-, quanto registros escritos desde uma óptica psicanalítica. Tomando como ponto de partida o pensamento de Freud sobre arte e estética, e em especial, as inter-relações entre o inconsciente e os processos criativos, a técnica da psicanálise possibilitaria às próprias pessoas examinadas solucionarem os seus enigmas oníricos. O que poderia ser extensível às imagens visuais. Pretende-se, portanto, analisar alguns recortes do próprio fazer artístico no intuito de obter uma visão de conjunto -embora subjetiva- do concomitante processo de maduração psicológica do indivíduo mediado pelos processos criativos.</p> Fernando Alvarez Copyright (c) 2021 Fernando Alvarez 2021-09-21 2021-09-21 17 24 192 203 10.47456/rf.v17i24.32905 Bas Jan Ader’s Ludic Conceptualism: Performing a transnational identity https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36569 <p>Following Huizinga’s ideas in his Homo Ludens (1938), I propose the term Ludic Conceptualism to describe the art that flourished in the Netherlands from 1959 to 1975. Unlike the more severe strands of conceptualism developed in New York and the United Kingdom, play was central to its Dutch incarnation. In this chapter I will show how Dutch conceptual artist Bas Jan Ader’s fixation on his identity, as staged through satirical jokes based on national stereotypes, is key in understanding his art. While a great deal of the humor is obvious in Ader’s work, there has been no serious inquiry into his comedic practice. I will position Ader within the framework of post-war humorous conceptual art prevalente both in the Netherlands and California, locales in which Ader had lived and studied. Using theories of humor and identity I will demonstrate how Ader’s jokes are closely tied to social contexts on both sides of the Atlantic, environments relevant to the artist’s development in the course of his short career. A close examination of Ader’s work will reveal that the artist’s blurred identity as seen in his use of humor is, in fact, a central feature of his art.</p> Janna Schoenberger Copyright (c) 2021 Janna Schoenberger 2021-09-21 2021-09-21 17 24 10 21 10.47456/rf.v17i24.36569 O Conceitualismo Lúdico de Bas Jan Ader: Performando a Identidade Transicional https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36570 <p>Seguindo as ideias de Huizinga em sua obra <em>Homo Ludens</em> (1938), proponho o termo Conceitualismo Lúdico para descrever a arte que floresceu em solo holandês dentre os anos de 1959 a 1975. Diferentemente da vertente mais austera do conceitualismo desenvolvido em Nova York e Reino Unido, o jogo era central para a vertente holandesa. Neste artigo discutirei como a consolidação de uma identidade, performada através de piadas de cunho satírico baseadas em estereótipos nacionais, se tornou a chave para a compreensão do processo artístico do artista conceitual holandês Bas Jan Ader. Embora grande parte do humor presente em seu trabalho seja óbvio, não houve nenhuma investigação séria sobre sua prática da ironia. Posicionarei Ader dentro da estrutura da arte conceitual humorística pós-guerra prevalecente na Holanda e Califórnia, localidades onde Ader viveu e estudou. Utilizando teorias do humor e da identidade demonstrarei como as piadas de Ader estão intrinsecamente ligadas a contextos sociais presentes nos dois lados do Atlântico, ambientes relevantes para o desenvolvimento artístico em todo curso de sua curta carreira. Uma investigação atenta sobre o trabalho de Ader revelará que a identidade densa desse artista, como vista em sua utilização do humor, é de fato, a característica central de seu trabalho.</p> Janna Schoenberger Angela Grando Léa Araujo Copyright (c) 2021 Janna Schoenberger 2021-09-21 2021-09-21 17 24 205 2017 10.47456/rf.v17i24.36570 Arte Contemporânea e expressões artístico-culturais nas relações étnico-raciais https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36571 <p>Conforme anunciamos na chamada para este número da Revista Farol, uma reflexão que se queira atual sobre a arte e as culturas brasileiras deve considerar heranças distintas, que conduziram à complexidade e diversidade da arte e das expressões culturais que circulam de norte a sul do país. Não apenas no Brasil, mas também internacionalmente, as discussões sobre as relações étnico-raciais se ampliam continuamente no meio acadêmico e em reconhecidas instituições, como resultado de ações que partem de muitos agentes dentro da sociedade, trazendo questionamentos sobre as bases do conhecimento ocidental e das políticas culturais de um sistema que é, ainda, estruturalmente excludente.</p> Aissa Afonso Guimarães Renata Gomes Cardoso Copyright (c) 2021 Aissa Afonso Guimarães, Renata Gomes Cardoso 2021-09-21 2021-09-21 17 24 24 26 10.47456/rf.v17i24.36571 A História da Arte branco-brasileira e os limites da humanidade negra https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36351 <p>Esse artigo visa apresentar o conceito de história da arte branco-brasileira a partir de uma leitura crítica da tradição erigida por uma literatura da arte epistemologicamente eurocentrada. A partir desse diagnóstico pretendemos apontar caminhos para a construção de um ambiente democratico e afeito a incorporação das narrativas por muito obliteradas pelo projeto colonial.</p> Kleber Antonio de Oliveira Amancio Copyright (c) 2021 Kleber Antonio de Oliveira Amancio 2021-09-21 2021-09-21 17 24 27 38 10.47456/rf.v17i24.36351 A Lança e o Arco, ou Por um devir-quilombista da arte https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36353 <p>Afirmamos que há em curso um giro minoritário da arte contemporânea, a partir do qual defendemos que é possível pensar que, em certas práticas artísticas caracterizadas por nós como contra-arte, articula-se um devir-quilombista realizado por artistas-ativistas negrxs-indígenas. Este devir-quilombista é autodefesa e contra-ataque, por intermédio de ações de guerrilha artística, do Povo Preto brasileiro.</p> Jorge Vasconcellos Copyright (c) 2021 Jorge Vasconcellos 2021-09-21 2021-09-21 17 24 39 44 10.47456/rf.v17i24.36353 Voltar à encruzilhada https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35564 <p>A produção em arte da performance do artista capixaba Geovanni Lima é analisada a partir de uma perspectiva decolonial, considerando inflexões teóricas das epistemologias afro-brasileiras e da abordagem <em>queer of color</em>, ou <em>cuír</em>. Destacaremos a sua série de três performances <em>Exercícios para se lembrar </em>(2018-2021), que forneceram elementos importantes sobre a articulação entre memória, processos de subjetivação, pactos identitários e produção poética.</p> Maíra Freitas de Souza Geovanni Silva Lima Copyright (c) 2021 Maíra Freitas de Souza, Geovanni Silva Lima 2021-09-21 2021-09-21 17 24 45 56 10.47456/rf.v17i24.35564 Não caminho sozinho https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35573 <p>O presente artigo interessa-se pela obra do artista contemporâneo mineiro Paulo Nazareth (1977). Em um primeiro momento, analisa o seu fazer artístico por meio de percursos de viagem com base nos conceitos de “lugar” e “não lugar” antropológicos, cunhados por Marc Augé. Em seguida, no intuito de aprofundar-se no estudo dos significados com os quais o artista trabalha, detém-se em um registro videográfico da obra “Árvore do Esquecimento” (2013), a qual analisa recorrendo a uma aplicação da semiótica peirciana à imagem, proposta pela semioticista Lúcia Santaella. Os resultados mostram uma obra que valoriza o sentido de lugar na medida em que vai na contramão das figuras de excesso que Augé associa aos não lugares e, ao mesmo tempo, reconstrói simbolicamente vivências ancestrais dele próprio e de todos os outros com os quais se identifica.</p> Camila Calolinda da Silva Alex Fabiano Alonso Eluiza Bortolotto Ghizzi Copyright (c) 2021 Camila Calolinda da Silva, Alex Fabiano Alonso , Eluiza Bortolotto Ghizzi 2021-09-21 2021-09-21 17 24 57 68 10.47456/rf.v17i24.35573 Impulso Historiográfico na prática artística de Rosana Paulino https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35568 <p>O presente artigo visa analisar criticamente a exposição <em>Atlântico Vermelho</em>, da artista Rosana Paulino, realizada entre outubro e dezembro de 2017, no Padrão dos Descobrimentos, monumento situado em Lisboa, Portugal. Para tanto, toma-se o conceito de <em>Impulso Historiográfico</em>, apresentado por Giselle Beiguelman (2019), como uma noção de prática artística que questiona e reedita as verdades absolutas instituídas nos circuitos institucionais e a monumentalização da história. Tal conceito deve ser trabalhado em processos de (re)interpretação dos bens pertencentes à categoria do patrimônio cultural, em especial os monumentos históricos, sobre os quais atua a artista Rosana Paulino. Como suporte crítico, a crítica feminista decolonial é acionada.</p> <p> </p> <p><em>O presente trabalho conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)</em></p> Lucas Ferreira de Vasconcellos Rita Lages Rodrigues Copyright (c) 2021 Lucas Ferreira de Vasconcellos, Rita Lages 2021-09-21 2021-09-21 17 24 69 79 10.47456/rf.v17i24.35568 Sobre políticas do corpo negro feminino e territorialidades jongueiras no enfrentamento ao racismo https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36407 <p>O presente texto destaca reflexões sobre políticas do corpo negro instituídas por mulheres jongueiras a partir de aproximações nas práticas culturais do Sapê do Norte. Busca desconstruir a representação estereotipada de subalternidade da mulher negra, enfatizando como as comunidades percebiam historicamente os processos de opressão racial e em contraponto criavam estratégias para fortalecer a liderança feminina. As questões de interseccionalidade de gênero são discutidas sob esse prisma, constituindo territorialidades e contextos de autoafirmação. Nas rodas de jongos o corpo é premissa da relação ancestral, da circularidade expressa nos ciclos geracionais interligando o passado e o presente por meio dos cantos e danças. É neste contexto que traçamos alguns paralelos sobre territorialidades femininas, ancestralidade, circularidade.</p> Patrícia Gomes Rufino Andrade Copyright (c) 2021 Patrícia Rufino 2021-09-21 2021-09-21 17 24 80 93 10.47456/rf.v17i24.36407 Quilombo, território e patrimônio cultural https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35641 <p>Este artigo tem por objetivo analisar as concepções de duas lideranças quilombolas da comunidade de Retiro, Santa Leopoldina (ES), sobre as lutas pelos direitos ao território e ao patrimônio cultural. A proposta surgiu das pesquisas realizadas pelo projeto Africanidades Transatlânticas e para a elaboração da dissertação de mestrado de uma das pesquisadoras, que atuou como colaboradora no presente projeto. Para tanto, foram realizadas entrevistas de narrativas de vida sobre as trajetórias de escolarização de quilombolas que concluíram o curso universitário e seus pontos de vista sobre os direitos da comunidade.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Osvaldo Martins de Oliveira Paula Aristeu Alves Copyright (c) 2021 Osvaldo de Oliveira, Paula 2021-09-21 2021-09-21 17 24 94 107 10.47456/rf.v17i24.35641 Viva São Benedito! https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35546 <p>A prática tradicional do congo, em especial a Banda de Congo Amores da Lua, do Mestre Ricardo Sales, apresenta alguns elementos que vão ao encontro da filosofia da arte de Walter Benjamin. A definição do campo do congo apresenta uma disputa de valores. A dialética benjaminiana é usada para a aproximação pelo lado dos mais despossuídos. O ato performático e os objetos usados no congo se aproximam da experiência ancestral. O calendário cíclico congueiro cria uma imagem anacrônica da contemporaneidade.</p> Elisa Ramalho Ortigão Copyright (c) 2021 Elisa Ramalho Ortigão 2021-09-21 2021-09-21 17 24 108 121 10.47456/rf.v17i24.35546 Benjamin de Oliveira https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/36352 <p>O artigo relata o processo de montagem de um espetáculo teatral sobre Benjamin de Oliveira, o primeiro palhaço negro a ser reconhecido no mundo dos brancos no Brasil. Filho de uma escrava e de um capataz, Benjamin fugiu com um circo ainda criança, e, após sucessivos trabalhos, se consagrou como palhaço, dramaturgo, encenador, ator e dono de circo. Além do estudo dos contextos histórico e político, o processo passou pela vivência de linguagens como o circo-teatro, a palhaçaria, o teatro de revista, a sátira e o melodrama.</p> José Luiz Ligiéro Copyright (c) 2021 José Luiz Ligiéro 2021-09-21 2021-09-21 17 24 122 138 10.47456/rf.v17i24.36352 Uma escuta das migrações, músicos haitianos e performances em deslocamento https://portaldepublicacoes.ufes.br/farol/article/view/35192 <p>Em diálogo com o trabalho de músicos e coletivos haitianos no Sul do Brasil, proponho uma escuta da cidade a partir da escuta destes fluxos migratórios. Acompanhando a trajetória e deslocamento de músicos e de suas músicas ao longo da cidade, reflito sobre os encontros e tensões entre “mundos sonoros migrantes” e “mundos sonoros locais”. Sugiro que frentes musicais negras e migrantes em uma cidade majoritariamente branca têm produzido novas situações, apontado questionamentos e rearranjado territórios urbanos. &nbsp;</p> Daniel Stringini Copyright (c) 2021 Daniel Stringini 2021-09-21 2021-09-21 17 24 139 150 10.47456/rf.v17i24.35192