Revista Simbiótica

A Simbiótica é um periódico acadêmico internacional gerido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Indiciárias (NEI) e está vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, Brasil. Orientada pela perspectiva multidisciplinar, propõe religar diferentes campos do conhecimento, articulando saberes e vivências científicas, artísticas e culturais. Priorizamos publicações em perspectiva inter e transdisciplinar, a fim de alcançarmos ampla diversidade epistêmica, temática, conceitual e artística. De mais a mais, a revista tem se consolidado como um importante periódico de divulgação científica e cultural fundamentado no pensamento complexo, que coloca o saber em circuito e não negligencia nenhuma das suas variadas dimensões.

Aceitamos somente trabalhos inéditos e que não tenham sido submetidos ao processo de seleção em outra revista ou meio de publicação científica. Trabalhos apresentados em Eventos Acadêmicos e publicados em Anais serão aceitos, desde que conste tal informação, em nota de rodapé, no mesmo. Publicamos trabalhos redigidos em português, espanhol e inglês. Os interessados podem submeter: Artigos - Ensaios - Etnografias - Resenhas - Entrevistas - Desenhos - Caricaturas - Charges - Fotografias - HQs - Poemas - Crônicas - Contos - Críticas...

Leia nossas publicações. Compartilhe com amigos e contatos. E envie seu trabalho... Dúvidas serão respondidas pelo e-mail: revistasimbiotica@gmail.com 



CHAMADA DE TRABALHOS PARA DOSSIÊS

A Simbiótica divulga a chamada pública de trabalhos para dossiês temáticos que serão publicados em 2019 e 2020. Trata-se de propostas conjuntas envolvendo pesquisadores brasileiros e argentinos sobre a Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe e sobre o Pensamento Complexo de Edgar Morin.


Dossiê: 01/2019

Submissão: até abril de 2019

Tema: A TEORIA DO DISCURSO EM DEBATE E A POSSIBILIDADE DE INTERLOCUÇÕES

Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe tem revelado, cada vez mais, seu alcance teórico, metodológico e epistemológico à compreensão dos fenômenos sociais contemporâneos de natureza complexa e dinâmica. Por seu caráter pós-fundacionalista e pós-estruturalista, com bases sustentadas em Marx, Lacan, Gramsci, Althusser, Derrida, Husserl, Heidegger e entre outros pensadores oriundos das mais diversas matrizes teóricas e epistemológicas, é possível expor um amplo debate entre o pensamento laclauniano e as mais variadas correntes teóricas da Filosofia, Sociologia, Ciência Política, Antropologia, Educação, e também com as ciências humanas e aplicadas como um todo. Neste sentido, o dossiê tem por objetivo reunir trabalhos que propõem um diálogo da estrutura conceitual laclauniana com outros autores e pressupostos teóricos das mais variadas correntes epistemológicas, bem como apresentar novas reflexões a partir da própria Teoria do Discurso.

Organizadores:

Dr. Javier Balsa - Universidad de Quilmes, Argentina
Dr. Felipe Corral de Freitas - Universidade de Brasília, Brasil
Doutorando Marcelo de Souza Marques - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil

 

Dossiê: 02/2019

Submissão: até setembro de 2019

Tema: TEORIA DO DISCURSO E SEU ALCANCE INTERDISCIPLINAR E TRANSVERSAL: EXPLORANDO DEBATES EMPÍRICOS E TEÓRICOS

Teoria do Discurso, enquanto ferramenta teórica e epistemológica, transborda as fronteiras disciplinares, haja vista que seus pressupostos têm sido aplicados nos mais variados estudos em áreas como Antropologia, Educação, Sociologia, Ciência Política, Psicologia, Direito, entre outras, mostrando seu caráter interdisciplinar e até mesmo transdisciplinar, atravessando os limites impostos pela lógica disciplinar cartesiana. A partir da publicação de “Hegemonia e Estratégia Socialista: Por uma Política Radical Democrática” (1985) – publicada no Brasil no ano de 2015 – a Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe adquiriu grande destaque nas ciências humanas e sociais, tendo sido aplicada em um sem número de trabalhos de natureza diversa. Perspectiva de crescente destaque e com diferentes “entradas”, o dossiê tem por objetivo acolher trabalhos empíricos ou teóricos que se baseiam na Teoria do Discurso para a compreensão dos fenômenos sociais nos mais diversos campos discursivos do conhecimento

Organizadores:

Drª. Nora Merlin - Universidad de Buenos Aires, Argentina
Dr. Everton Garcia da Costa - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Doutorando Gabriel Bandeira Coelho - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil


Dossiê: 03/2020

Submissão: até novembro de 2019

Tema: PENSAR COM, CONTRA E ALÉM DE EDGAR MORIN

O trabalho de Edgar Morin tem recebido grande atenção na América Latina, possivelmente mais do que em qualquer outro continente, no entanto, o pensamento e a obra de Morin não tem sido, até agora, objeto de uma crítica construtiva e sistemática que permita: (i) identificar as principais limitações do pensamento complexo, (ii) propor estratégias ou formas para superar suas insuficiências, (iii) desenvolver o trabalho de Morin como um programa de pesquisa a longo prazo, (iv) contribuir para a regeneração do pensamento complexo.

Esta chamada recupera o conceito de crítica entendida como um trabalho de problematização dos limites dos modos de pensar, conhecer e atuar. O objetivo do Dossiê Pensar com, contra e além de Edgar Morin é contribuir para o desenvolvimento de uma reflexão crítica sobre as possibilidades e limites da obra de Morin e o pensamento complexo. O dossiê receberá trabalhos que elaborem uma crítica construtiva sobre os limites e as insuficiências de alguns aspectos da obra do autor e o pensamento complexo e que proponham  estratégias criativas e inovadoras para superá-los.

Uma das máximas do pensamento complexo afirma que “Tudo o que não se regenera, degenera, é necessário regenerar para não se degenerar”. Assim, este dossiê propõe que é necessário aplicar reflexivamente este princípio ao pensamento e a obra de Edgar Morin. É necessário regenerar o pensamento complexo para evitar que ele degenere em repetição, em dogmatização, em pregação sem prática, em interpretação sem rigor, nos desvios de pensamento negligente e até mesmo no culto à personalidade, privatização e comércio acadêmico. O reconhecimento e admiração ao pensador não deve impedir o pensar, pelo contrário, deve motivar e estimular uma crítica lúcida e honesta, incisiva e construtiva da integridade de sua obra. A admiração sem crítica degenera em adulação celebratória. A problematização crítica do pensamento complexo é a melhor maneira de celebrar e honrar o pensamento, a vida e a obra de Edgar Morin. No entanto, o futuro do pensamento complexo requer, com efeito, a construção de uma comunidade de pesquisa que seja simultaneamente capaz de pensar com, contra e além de Morin. Este é o horizonte estratégico e programático onde se inscreve a contribuição que este dossier pretende realizar.

Aceitaremos trabalhos que problematizem criticamente qualquer aspecto da obra de Edgar Morin e do pensamento complexo, levando em conta a multidimensionalidade de seu trabalho intelectual. Como orientação sugerimos alguns eixos de problematização:  

  • Pensamento complexo e filosofia;
  • A controvérsia científica e filosófica do pensamento complexo;
  • A controvérsia da modernidade e da pós-modernidade à luz do pensamento complexo;
  • Pensamento complexo e política contemporânea;
  • Pensamento complexo e racionalidades de governo, populismo, neoliberalismo;
  • Pensamento complexo e crise planetária;
  • Pensamento complexo e metodologia de pesquisa;
  • Pensamento complexo e teoria social;
  • Pedagogia e didática do pensamento complexo;
  • Pensamento complexo e construção do conhecimento;
  • Pensamento complexo e diálogo de conhecimentos, interdisciplinaridades e transdisciplinaridades;
  • Pensamento complexo e metodologias participativas, intervenção social;
  • Pensamento complexo e sistemas complexos, modelos de simulação.


PENSAR CON, CONTRA Y MÁS ALLÁ DE EDGAR MORIN

La obra de Edgar Morin ha recibido una gran atención en América Latina, posiblemente más que en cualquier otro continente. Sin embargo, el pensamiento y la obra de Edgar Morin no ha sido, hasta el presente, objeto de una crítica constructiva y sistemática que permita: (i) identificar las principales limitaciones del pensamiento complejo, (ii) proponer estrategias o vías para superar sus insuficiencias, (iii) desarrollar la obra de Edgar Morin como un programa de investigación de larga duración, (iv) contribuir a regenerar el pensamiento complejo.

Esta convocatoria recupera el concepto de crítica entendida como un trabajo de problematización de los límites de nuestros modos de pensar, conocer y actuar. El objetivo del Dossier Pensar con, contra y más allá de Edgar Morin es contribuir a desarrollar una reflexión crítica sobre las posibilidades y límites de la obra de Edgar Morin y el pensamiento complejo. La convocatoria recibirá trabajos que elaboren una crítica constructiva sobre los límites e insuficiencias de algún aspecto de la obra de Edgar Morin y el pensamiento complejo y propongan estrategias creativas e innovadoras para superarlos.

Una de las máximas del pensamiento complejo afirma que “Todo lo que no se regenera, degenera, es necesario regenerarse para no degenerar”. Este Dossier plantea que es necesario aplicar reflexivamente este principio del pensamiento complejo a la propia obra y pensamiento de Edgar Morin. Es necesario regenerar el pensamiento complejo a fin de evitar que degenere en la repetición, en la dogmatización, en la prédica sin práctica, en la interpretación sin rigor, en las derivas del pensamiento laxo e incluso, en el culto a la personalidad, la privatización y el comercio académico. El reconocimiento y admiración al pensador no debe impedir pensar su pensamiento, sino motivar y suscitar una crítica lúcida y honesta, incisiva y constructiva de la integralidad de su obra. La admiración sin crítica degenera en la adulación celebratoria. La problematización crítica del pensamiento complejo es la mejor forma de celebrar y honrar el pensamiento, la vida y la obra de Edgar Morin. Con todo, el porvenir del pensamiento complejo requiere, efectivamente, de la construcción de una comunidad de investigación que simultáneamente sea capaz de pensar con, contra y más allá de Edgar Morin. Este es el horizonte estratégico y programático donde se inscribe la contribución que pretende realizar este Dossier.

Se aceptarán trabajos que problematicen críticamente cualquier aspecto de la obra de Edgar Morin y el pensamiento complejo, atendiendo a la multidimensionalidad de su trabajo intelectual. Con una finalidad orientativa se sugieren algunos ejes de problematización:  

  • Pensamiento complejo y filosofía;
  • La controversia ciencia y filosofía desde el pensamiento complejo;
  • La controversia modernidad y posmodernidad a la luz del pensamiento complejo;
  • Pensamiento complejo y política contemporánea;
  • Pensamiento complejo y racionalidades de gobierno, populismo, neoliberalismo;
  • Pensamiento complejo y crisis planetaria;
  • Pensamiento complejo y metodología de investigación;
  • Pensamiento complejo y teoría social;
  • Pedagogía y didáctica del pensamiento complejo;
  • Pensamiento complejo y construcción de conocimiento;
  • Pensamiento complejo y diálogo de saberes, interdisciplina y transdisciplina;
  • Pensamiento complejo y metodologías participativas, intervención social;
  • Pensamiento complejo y sistemas complejos, modelos de simulación.

Organizadores:

Prof. Dr. Leonardo Rodríguez Zoya - Universidad de Buenos Aires, Argentina
Profª Drª Mirela Beger - UNIFEV, Centro Universitário de Votuporanga, São Paulo, Brasil
Profª Drª Aline Trigueiro - Universidade Federal do Espírito Santo, Brasil
Prof. Dr. Claudio Marcio Coelho - Núcleo de Estudos e Pesquisas Indiciárias, UFES, Brasil


* NORMAS PARA ENVIO

Trabalhos em português ou espanhol, com resumos em português, espanhol e inglês

O texto deve ser redigido em *.doc (Word), com letra Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento entre linhas de 1,5. As margens superior e esquerda de 3 cm, e inferior e direita de 2 cm. Resumos com até 120 palavras. Para citações com mais de 3 linhas, recuo de 4 cm e tamanho 10. As notas devem ser inseridas nas próprias páginas, tamanho 10. Deve inserir um recuo na primeira linha de cada parágrafo de 1,25 cm. O título e os subtítulos do trabalho devem ter tamanho 12, negrito, justificado. Os subtítulos devem ser numerados em ordem crescente. Ao enviar é de fundamental importância especificar no “assunto” o tema do dossiê. O envio da proposta de ser endereçada para o seguinte correio: revistasimbiotica@gmail.com