A INTERTEXTUALIDADE E A IRONIA NO GÊNERO CHARGE

Avanúzia Ferreira Matias, Ana Célia Clementino Moura, Janicleide Vidal Maia

Resumo


O presente artigo desenvolveu-se a partir do estudo do gênero charge. Para tanto, analisou-se a interpretação de charges por 25 professores de escolas públicas de Fortaleza, tomando como referência a intertextualidade e a ironia. A primeira porque este é um elemento fundamental para a construção do discurso chárgico. A segunda porque este é um recurso considerável para instigar a crítica a um fato atual dentro do contexto social no qual ocorre. Analisou-se a intertextualidade com base em níveis e técnicas criados por Bazerman (2006); e a ironia com base nos estudos de Brait (2008), que concebe este recurso linguístico como um fenômeno polifônico. O trabalho investiga se para construir sentido na interpretação da charge e se para entender sua crítica é necessário que haja uma correlação direta entre a compreensão da intertextualidade e da ironia. Após a análise do corpus, constatou-se que os elementos intertextuais participam da construção do sentido em charge, mas não garantem o entendimento da ironia, e esta é muito menos perceptível quando a charge associa texto verbal e texto não-verbal.  O leitor se apoia mais nas pistas do texto verbal para interpretar o contexto chárgico e dificilmente compreende a mensagem somente apoiando-se no desenho.

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