Gerações, família e cultura reflexões sobre juventude e velhice de imigrantes chineses evangélicos no Rio de Janeiro

Marcelo da Silva Araújo

Resumo


Etnografando as sociabilidades e as particularidades étnicas de fiéis evangélicos chineses e descendentes que freqüentam 2 igrejas da cidade do Rio de Janeiro, abordo os posicionamentos dos jovens sobre os velhos, ou melhor, sobre as gerações mais velhas com as quais se relacionam,   buscando  discutir o embate entre as orientações cognitivas adquiridas pelos naturais da China nas suas milenares cultura e educação e o molde oferecido pela realidade sociocultural brasileira às gerações mais jovens. Apresento as tensões operadas pelas posturas e práticas   dos   imigrantes   mais antigos - que não são necessariamente idosos se considerado o parâmetro cronológico consagrado:  indivíduos a partir dos 65 anos – em suas tentativas de adaptar-se a estas.  Os jovens, em contrapartida, promovem   a   manutenção   daquelas   posturas   e   práticas   paternas   sob   o   argumento   da preservação da “cultura”.  Assim, não é somente a questão geracional, etária, que qualifica e rotula os mais velhos, mas particularmente o fato de que suas vivências mais caras deram-se ainda em solo chinês, forjando-se em um cenário sociocultural diverso e em alguns aspectos até oposto ao atual.


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