Entre a realidade e a ficção: percepções, projetos e expectativas de democracia

Charlles da Fonseca Lucas

Resumo


Neste artigo procurar-se-á contemplar por meio da revisão bibliográfica de diferentes campos de interlocução, pelo menos, três compósitos que devem ser necessariamente articulados, dentre as noções e os pares conceituais que são vitais para que se possa compreender a vivência da Democracia, e, primordialmente, as experiências democráticas, a saber: Projeto/Senilidade Social, Ficção/Realidade e Percepção/Expectativa. Neste contexto, observa-se que a percepção do agente está inscrita no lugar em que ocupa na estrutura social, tanto que ele reproduz por meio da percepção o seu status, a estrutura, a cultura e o processo civilizatório, mas também as suas expectativas e projetos diante do mundo real/ficcional emoldurado pela senilidade social, constituindo uma história de vida, uma trajetória sociobiográfica imersa em pensamentos, sentimentos e ações. Logo, a percepção, a imaginação, a vivência, as esperanças e os projetos de Democracia estão intimamente associados ao status, à estrutura, à cultura e ao processo de civilização do agente. O que está em jogo, primeiramente, é o reconhecimento tanto teórico, quanto prático da Democracia como bem de caráter eminentemente universal, e, na sequência, assegurar de modo mais democrático, e menos desigual, o acesso a esse bem. Conquanto, essa argumentação requer outras noções que serão fomentadas neste artigo por meio das teorias democráticas clássicas e contemporâneas, que estão presentes nas contribuições de Alexis de Tocqueville, Georg Simmel, Jeremy Bentham, James Mill, John Stuart Mill, Vilfredo Pareto, Joseph Schumpeter, Robert Dahl, John Rawls, Ronald Dworkin, Alasdair Macintyre, Michel Walzer e Robert Nozick; quando serão apresentadas diversas perspectivas, projetos e expectativas de democracia.

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